Participantes do grupo:
Marion
Aline
Iliana
Inês CRistina
Rosane.
Os textos lidos nos mostram o quanto as crianças tem perguntas a serem feitas, não só em sala de aula para o professor, como também em suas casas. Perguntas muitas vezes não respondidas como elas gostariam que fosse, mas, na intenção de que a criança fique quieta. Ou simplesmente respondendo que essa não é a hora certa, agora o assunto é outro. Penso que o professor nesse momento deveria ouvir com atenção a pergunta e tentar fazer com que o grupo participe para encontrar uma resposta para a dúvida do colega, ao invés de deixá-lo sem resposta. ( Texto: Perguntas Inteligentes. O que é isto?). É desse modo que entendo ser o papel mediador, que acompanha e desafia as situações que surgem em sala de aula. Acredito também que mediar é deixar as vezes de ser professor e passar a ser aluno. Costumo dizer para meus alunos, que nós professores aprendemos muito com eles, principalmente quando sentamos junto com eles no grupo para discutirmos algum assunto, e ficamos mais como ouvinte.
Sei que preciso continuar a mudar, e venho me esforçando para melhorar cada vez mais, lendos os textos sugeridos e fazendo pesquisas pois "Ensinar exige a convicção de que a mudança é possível"(Paulo Freire, Pedagogia da Autonomia). Só que fico pensando em certas atitudes de alguns profissionais, quando pegam uma turma que estavam acostumados a trabalhar em grupos, com pesquisas, que tinham liberdade para questionamentos, eram crianças críticas que realizavam suas tarefas com prazer e satisfação em descobrir respostas por si mesmos, serem curiosos, hoje são tolhidos. A professora se achando dona da verdade, não deixa com que seus alunos se envolvam no processo de aquisição do conhecimento.
Penso que esse tipo de professor tem receio que as crianças venham desafiar os seus conhecimentos, a partir de uma situação que seja mais vivenciada por eles. Acredito que seu pensamento sobre questionamentos seria um transtorno, pois, desestabilizaria, provocaria discussões, reflexões, análises e críticas, o que não é prioridade desse profissional. Para ele tudo isso faz parte de uma grande "bagunça".
Quando disse que interessante seria a participação do grupo, para responder perguntas que surgissem, foi na intenção de promover um desafio, onde todos teriam oportunidade de colocar suas idéias a respeito da pergunta que foi feita. Penso que agindo dessa forma, os alunos perceberão que não há necessidade só do professor responder aos questionamentos, pois eles também são capazes de participarem com suas idéias e sugestões. Acredito que as dúvidas e curiosidades devam ser sanadas no momento em que vão surgindo, pois ao deixar de responder na hora ou no mesmo dia, pode passar a não ter mais o mesmo interesse na resposta, tanto do aluno quanto do professor.
Inês Cristina - 15/06/2008
Lendo os textos percebo o quanto ainda existem professores que não valorizam a opinião , os anseios e experiências de seus alunos.
Achei interessante os textos, que me fizeram refletir o quanto devemos desafiar os alunos, deixá-los argumentar, ter suas evidências, chegar a suas respostas. Devemos fazê-los construir seus conhecimentos e ajudá-los a achar as respostas, mas sem dar tudo pronto. Trabalhos em grupo, debates, desafios, entrevistas, enfim várias formas de fazê-los crescer. Criando hipóteses, discutindo, experimentando e trocando suas idéias, suas visões de mundo os alunos poderão construir e aprender realmente. O educador deve respeitar a "bagagem" do aluno, como Paulo Freire fala em Pedagogia da Autonomia explica suas razões para analisar a prática pedagógica do professor em relação à autonomia de ser e de saber do educando. Enfatiza a necessidade de respeito ao conhecimento que o aluno traz para a escola, visto ser ele um sujeito social e histórico, e da compreensão de que "formar é muito mais do que puramente treinar o educando no desempenho de destrezas" Ensinar, para Freire, requer aceitar os riscos do desafio do novo, enquanto inovador, enriquecedor, e rejeitar quaisquer formas de discriminação que separe as pessoas em raça, classes... É ter certeza de que faz parte de um processo inconcluso, apesar de saber que o ser humano é um ser condicionado, portanto há sempre possibilidades de interferir na realidade a fim de modificá-la. Acima de tudo, ensinar exige respeito à autonomia do ser do educando.
Marion Lopes dos Santos Castro 16/06/08.
Após ler textos percebi o quanto muitos de nós estão perdidos nas suas fórmulas de ensinar, ligados ao passado onde o aluno era mero expectador.
Ainda hoje conversava com uma colega e debatiamos nossas experiências vividas com nossos alunos, onde cada um tem voz ativa , colocando seus anseios e vivências. Noto que muitos ainda acham que o aluno deve só receber informações e responder quando solicitado, e fim!
Ao ler o texto Para Pensarmos.... lembrei-me das palavras de Paulo Freire " Um dos grandes pecados da escola é desconsiderar tudo com que a criança chega a ela. A escola decreta que antes dela não há nada".
É triste ver que ainda existe professores que acham que estão certos e não sabem o porque de tantas repetências e a falta de interesse dos alunos.
Tenho aprendido a pensar mais e ver as necessidades de meus alunos, mas não basta olhar, podemos e devemos mudar nossas concepções de aprendizagens, melhorar nossas práticas, dar opurtunidade a eles de indagarem e ver que são respeitados nas suas teorias sobre o mundo que os cercam.
Tem sido de grande valor parar , pensar e reformular minhas práticas.
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Rosane Beltrão - 18/06
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