Participantes do Grupo:
Denise
Tatiana Gomes
Rosana
Elisângela
Evanice
Cristiane
"As teorias que as crianças fomulam sobre o mundo não se constroem ao acaso , mas baseadas nas vivências. Embora não sejam corretas, podem se aproximar da teoria dos adultos. A criança é curiosa, motivada a descobrir a entender, formular e explicar as suas próprias teorias de acordo com o que elas vivem e com o seu meio ambiente, mas precisam de um modelo para se basear,um modelo questionador contantemente provocador.
E, infelizmente, percebemos que, na medida que as crianças vão crescendo, vão pensando e refletindo cada vez menos. E a nós como professores cabe criar um ambiente e situações em que elas possam alimentar seus interesses, sua curiosidade, efetuar suas escolhas, vivenciar experiências, onde elas possam sentir-se livres para procurar o que mais lhes interessa, resolver desafios , manifestarem seu mundo interior se revelar, mas que esse ambiente seja desafiador, acolhedor prazeroso, que aceite as idéias e construa em cima dos erros provocando a aprendizagem."
Como estamos sem bibliotecária pela manhã, levo eles na biblioteca e peço que cada um ou em grupo escolham um tema que mais lhe interressarem e pesquisem, depois quando termina a hora, vamos para a sala de aula discutir o que eles pesquisaram, no começo apenas 3 ou 4 relatavam e discutíamos, agora é uma briga todos querem mostrar, entrar em detalhes, fazer mais perguntas, questionam se fosse diferente como poderia ser, os colegas dão opinião, questionam, e agora tenho que organizar as apresentações, o que antes nem precisava devido ao pequeno número de participantes, agora esperam ansiosos pelo dia da biblioteca, quando isso não acontece no meio de outra aula,paramos tudo e debatemos.
Denise Ribeiro Martins 29/05/08
''As teorias que as crianças formulam sobre o mundo,mesmo quando certas ou erradas,não se constroem ao acaso. Muitas vezes são idéias lógicas e racionais,baseadas a evidência e a experiência. A experiência pode não ser profunda ou suficientemente extensa,a potencialidade do pensamento delas pode ser insuficiente para formular o que nós chamamos de um teoria científica,
Mas o processo pelo qual as crianças formulam estas idéias é muito semelhante ao processocientífico.'' texto ''Conhecimento prévio''
Identifiquei-me muito com este texto, precisamos saber o que nossos alunos já sabem, fazer este debate com a abertura de perguntas, questionamentos nos levam a investigar o que eles realmente sabem ou imaginam saber sobre tal assunto.
Estes tipos de questionamentos podem nos direcionar a realizar os projetos de estudos voltados para o interesse de nossas crianças, e isto deve ser levado em conta sempre o que querem, almejam aprender. Segundo Rubem Alves, esse querer é algo primordial, devemos seduzir nossos alunos com temas com o qual eles se identificam .
Atualmente nós professores devemos nortear o trabalho pedagógico, sendo um mediador, nós entramos com o intuito de desafiar, fazer nosso aluno ir além, tornar-se um pesquisador nato.
Tatiana Gomes 1/06/08
As crianças fazem perguntas por que estão em formação em todos os aspectos. Buscam respostas que justifiquem as coisas, muitas vezes não temos respostas para as suas perguntas por que não temos claro os objetivos e justificativas.
Para escutarmos as crianças precisamos ver o mundo com os olhos de uma criança. Pararmos um pouco e observarmos tudo, relembrando nossas certezas e dúvidas, as que tínhamos quando éramos ainda crianças.
Sempre prestei atenção às perguntas de meus alunos, pois, elas nos dizem muito. Já havia percebido e reforcei minha conscientização com os textos que nos foi solicitado para estudos, que quando uma criança pergunta “nos dá pistas sobre sua expectativa em relação à resposta ou até mesmo já trazem uma resposta implícita” (Texto: Perguntas Inteligentes. O que é isto?).
Interessante a metodologia de projetos de aprendizagem. Exige do professor maior preparo e segurança em seu trabalho. Ser mediador que acompanha e desafia os alunos, propondo questões desafiadoras que norteiam o processo em busca do conhecimento, exige do professor uma postura ativa, de maior responsabilidade.
É necessária maior integração e capacidade de interagir de forma constante e progressiva.
Mediar à interação entre os alunos, desafiá-los a superar os limites da acomodação, despertando neles o espírito investigativo e consciente de sua realidade.
Os exemplos de diálogos entre adultos e crianças (Perguntas Metafísicas) nos dão à noção de como podemos conduzir e intervir na busca de respostas e projetos que podem dar um rumo ao ensino. Como a professora que questionou a existência de Washington, esta levou o aluno a procurar evidência para fundamentar seus argumentos.
Pude ver que fazer perguntas inteligentes aos nossos alunos pode ter um resultado na construção do conhecimento muito mais positivo que simplesmente darmos respostas que às vezes as crianças “engolem ou não”, até mesmo sem acreditar na sua veracidade. Um exemplo que questionam as verdades do professor está no texto de Beatriz c. Magdalena e Íris Elisabeth Tempel Costa: “tu achas que uma das respostas pode estar errada?... É... pode ser a sua...”.
Quando eu era criança, li em algum lugar e copiei a Frase “Sábio não é aquele que possui as melhores respostas. Sábio é aquele que formula as melhores perguntas”. Por muito tempo pensei nesta frase como algo fantástico, mas confesso que somente nesta atividade, depois dos textos que li que entendi o seu verdadeiro significado.
Elisângela Rodrigues Garcia_ 04/06/1998
As crianças geralmente são curiosas e bastante exigentes para aceitarem qualquer resposta. Sempre quando fazem perguntas, não querem receber um simples "esquece isso", "você não tem idade para entender", respostas que muitas vezes damos quando somos pegos de surpresa por perguntas sérias. Existem perguntas realmente difíceis, porém, são elas que mais ajudam a transmitir através de nossas respostas, nossos valores, nosso modo de ver a vida. O que você vai ser quando crescer? Uma pergunta muito comum antigamente, mas hoje caiu em desuso, porque as crianças e adolescentes não estão querendo crescer. Crescer para quê? Para virar um adulto aflito, sem tempo, que só trabalha (quando tem trabalho senão é um bico aqui ou ali), anda nervoso, de mau humor, é um chato, quando não é alguém,que não se deve confiar porque é perigoso. Infelizmente é assim que muitas crianças e adolescentes estão vendo os adultos. No dia-a-dia as crianças se deparam com muitas situações que as levam a pensar a fazer perguntas, questionar, duvidar, elogiar e criticar o comportamento dos adultos. Tanto em casa como na escola, aprendemos certas regras fundamentais para que possamos viver bem na sociedade. Com certeza, já sabemos que a honestidade, a igualdade e a liberdade são importantes para a realização plena de qualquer ser humano.
ROSANA GOMES DA COSTA PORTO/18/06/2008
Querida colega e amiga Rosana, como você conheço a realidade de sala de aula e também me preocupo quanto a tua afirmação "respostas que muitas vezes damos quando somos pegos de surpresa por perguntas sérias". Por que somos pegos de surpresa com perguntas séries? O que caracterizam as perguntas como séries?
Perguntas que a maioria das crianças perguntam para os pais, relacionadas com sexo, que eu sinceramente não tenho muito jeito para responder,perguntas como : Como papai e mamãe me fizeram? Por onde nascem os bebês? Já me fizeram estas e outras perguntas, enrolei mas respondi.
Por que damos as tais respostas que inibem e bloqueiam nossos alunos? Como nas perguntas norteadoras cita-se que entendemos e temos certo grau de conhecimento e teoria. Por que ainda fazemos isso?
Sabemos que quando uma criança faz uma pergunta, esta é ponto de partida para desenvolvermos um processo em construção do conhecimento, daquilo que ela realmente esta querendo saber que nem sempre é a pergunta feita. Sabemos, sabemos e sabemos. O que faz com que tenhamos as tais atitudes tradicionais e obsoletas? Se os resultados fossem tão positivos assim não teríamos o quadro educacional em que encontramos hoje no ensino. Tenho em minha prática docente sido crítica e isso é próprio de minha personalidade. Esta característica ajuda-me a não errar tanto na minha profissão. Jamais dou respostas e hoje descubro que o que me faz ser tão chata é o correto a fazer. Sempre me perguntam o porquê não posso simplesmente conversar como as "pessoas normais" e dar respostas e seguir o rumo da conversa? Respondo que sei que sou chata, mas, esta sou eu. Insuportavelmente analítica de tudo e em tudo. Quando as crianças vêm para mim perguntando-me algo, respondo com outra pergunta e outras perguntas. Acredito já estar agindo de forma correta. Quando fazemos isso vamos tecendo o fio inicial nos levando a descobrir o que realmente a criança deseja saber.
Em um trabalho de reflexão sobre minha aprendizagem postada no blóg, falei a respeito de que antes agia planejando as atividades para o primeiro ano, desenvolvendo os conteúdos programáticos e neles esporadicamente abordando questões de ciências e estudos sociais, "era prioridade a alfabetização, noções de quantificação, soma e subtração assim como ensinar as partes do corpo e higiene”. Neste semestre com interdisciplinas estudadas descobri que é o contrário. Ensinar noção de ciências e estudos sociais me oportuniza a alfabetizar e a trabalhar conceitos matemáticos já no primeiro ano do ensino fundamental. Planejando metodicamente minhas aulas na forma de projetos, as crianças aprendem divertindo-se e a grafia das palavras e os números e contagem são uma conseqüência bem mais rápida e conhecimento mais estruturado.
Quando uma criança nos faz uma pergunta podemos responder com outra pergunta intencionada a desenrolar todo o conhecimento que se deseja transmitir. Acredito que posso chamar de pergunta inteligente esta que desencadeia todo o processo da aprendizagem Por exemplo: _ Quando uma criança pergunta se amanhã vai ser domingo? Na verdade ela quer saber se haverá aula ou não, ou talvez tenha um passeio ou encontro programado para o domingo. Podemos iniciar uma discussão sobre que dia é hoje, que dia foi ontem, o que fizemos ontem, o que faremos amanhã, quais os planos, o que fazemos em dias de semana e o que fazemos nos finais de semana. Daqui a pouco as crianças saberão se amanhã é domingo ou não e, o que é melhor, jamais esquecerão por terem compreendido as noções temporais e nunca mais esquecerão. Trata-se de entender, de compreender e não demos resposta alguma. Assim trabalho.
Quando fazemos perguntas inteligentes e valorizamos as perguntas das crianças, desenvolve nelas a segurança em perguntar. Desenvolve nelas o exercício pelo desejar saber, pela investigação, pela pesquisa e a inteligência em si vai se aprimorando, o raciocínio lógico vai sendo trabalhado. Logo teremos alunos críticos, de posse de uma inteligência em exercício permanentemente.
Quando levo meu aluno, ele mesmo a encontrar as respostas as suas perguntas, oportunizo que ele tenha a resposta que ele busca. Se eu respondo darei a minha concepção das coisas e não a resposta que ele deseja com a pergunta. Se mais de um aluno na sala de aula vem me perguntar a mesma pergunta, isso não quer dizer que os dois desejam a mesma resposta, levá-los a obter suas próprias conclusões faz com que cada um obtenha o que está querendo saber. Quando um aluno veio me perguntar se coração iniciava com "C", eu perguntei-lhe o que ele achava, ele disse-me que sim que começava com "C". Este aluno queria assegurar-se que quando ele havia discutido com o colega sobre isso, na verdade ele estava com a razão. Já o colega da tal discussão veio perguntar-me se coração começava com "C", sem ter a menor noção de que começava com "C", mas por que queria saber se deveria fazer a atividade novamente pois o aluno anteriormente mencionado havia lhe questionado a respeito. Estes dois alunos tinham uma mesma pergunta e buscavam respostas diferentes.
Acho que o segredo está em praticarmos esta teoria que tanto viemos respeitando e nos extasiando. Passarmos para a ação. Viemos com um cabedal de experiências, buscamos respostas as nossas perguntas e estamos encontrando. É hora do retorno à prática, seguros de nossas atitudes por que sabemos como e o que não fazer.
Elisângela Rodrigues Garcia
________Querida amiga! acima respondi a tua pergunta, esta em preto. Eu sei que as crianças fazem perguntas, todo o tipo de perguntas, e normalmente são perguntas importantes e por isso deve ser levada a sério, sendo necessário que os pais e professores respondam, pois as respostas dos pais e professores podem ajudar a criança a formar-se, mas convém ensinar a criança a pensar e a julgar por si mesma, para poder adquirir a sua própria autonomia e tornar-se responsável.
ROSANA GOMES DA COSTA PORTO/19/06/2008
Andréa , acredito que ao insentivar uma criança a ler, a pesquisar, a descobrir, estamos ensinando a pensar.Procuro fazer com que meus alunos não sejam conformistas e que busquem alternativas para a realidade que os cerca. Quando ensinamos, aprendemos também. Penso que temos uma responsabilidade muito grande no processo ensino-aprendizagem e que uma crítica negativa pode prejudicar o crescimento e avanço dos alunos em sua aprendizagem, devemos respeitar as diferenças e buscar os motivos que levam um aluno a ser desse ou daquele jeito.
Auto-estima bem desenvolvida é instrumento precioso de aprender e de ensinar.
“O nascimento do pensamento é igual ao nascimento de uma criança: tudo começa com um ato de amor.
Uma semente há de ser depositada no ventre Vazio.
E a semente do pensamento é o sonho.
Por isso os educadores [e educadoras] antes de
serem especialistas em ferramentas do saber deviam ser
especialistas em amor: intérpretes de sonhos.”
RUBEM ALVES
ROSANA GOMES DA COSTA PORTO
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As teorias que as crianças formulam sobre o mundo, mesmo quando certas ou erradas, não se constroem ao acaso. Muitas vezes sáo idéias lógicas e racionais, baseadas na evidência e na experiência. A experiência pode não ser profunda ou suficientemente extensa, a potencialidade do pensamento pode ser insuficiente para formular o que nós chamamos de uma teoria científica, mas o processo pelo qual as crianças formulam estas idéias e muito semelhante ao processo científico. Do texto "Conhecimento prévio".
Cabe a nós professores desafiar os alunos a partir dos conhecimentos que já trazem na sua bagagem cultural. Seus questionamentos, suas dúvidas, suas curisidades, são os sinais que nos mostram o que tem vontade de aprender, acredito que possamos partir dos questinamentos dos alunos para criar nossos projetos de acordo com os seus interesses e traçar objetivos que queremos que nossos alunos alcancem.
Cristiane - 29/06/2008
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Rosana, concordo plenamente contigo, temos que responder sempre as perguntas dos alunos, mesmo que na hora não saibamos a resposta, temos que ter a humildade de dizer que vamos pesquisar e responderemos na próxima ocasião, mas também não podemos dar as respostas, temos que ensiná-los a pensar e aqui me permito deixar uma frase de Paulo Freire do livro Pedagogia da Autonomia: "O papel do educador não é somente de ensinar conteúdos, mas também é de ensinar a pensar".
Denise Ribeiro Martins